BOA VONTADE NÃO BASTA | É PRECISO ESTRATÉGIA

Boa vontade para fazer bem feito não é garantia de sucesso. É preciso estratégia para explorar a sua melhor versão e agir de forma acertiva.

Cássio Wilborn

5/17/20265 min read

Existem dois tipos de pessoas: aquelas que se preocupam em fazer as coisas bem feitas e aquelas que simplesmente não se importam tanto com isso. Este texto não é para o segundo grupo.

Quero falar aqui, mais especificamente, com quem se importa. Com quem busca melhorar, crescer, evoluir e entregar sua melhor versão. Pessoas que não gostam de fazer algo "mais ou menos". Pessoas que possuem objetivos, sonhos e buscam o progresso.

Ao iniciarmos, já quero falar de algo bastante 'intrigante".

Mesmo entre aqueles que desejam fazer as coisas muito bem, há diferenças enormes nos resultados:

Algumas pessoas conseguem executar com excelência. Mantêm disciplina, constroem hábitos sólidos e evoluem continuamente. Outras possuem a mesma boa vontade, os mesmos desejos, os mesmos objetivos... mas, por algum motivo, parecem patinar.

Tentam.
Recomeçam.
Se esforçam.
Mas não conseguem manter constância.

Isso acontece porque existe uma verdade desconfortável: boa vontade, sozinha, não produz resultados.

Se produzisse, todos teríamos a saúde que desejamos, a rotina que planejamos, a vida financeira organizada, relacionamentos equilibrados e todos os projetos saindo exatamente como imaginamos.

Mas não funciona desse jeito. Existir intenção é diferente de existir estrutura. É aqui que iremos atuar.

O erro que a maioria das pessoas comete

Quando alguém quer mudar e melhorar a sua vida, normalmente tende a buscar respostas dentro de si.

Procura mais motivação.
Mais disciplina.
Mais foco.
Mais força de vontade.

Provavelmente, se você está lendo isso até aqui, é porque se interessou pelo assunto e já passou por essa busca que citei.

Entretanto, poucas pessoas olham para algo que influencia silenciosamente praticamente todas as suas ações: o ambiente.

Isso é um tanto quanto curioso, posso dizer, porque o ambiente está constantemente moldando nossos comportamentos, mesmo quando não percebemos. Inclusive, quando não percebemos, é o momento de maior impacto do ambiente, pois ele atua em um momento que estamos de guarda baixa.

Um espaço pode estimular produtividade, ou então, distração;

Pode gerar tranquilidade, ou então, ansiedade;

Pode incentivar o movimento, ou então, o sedentarismo;

Pode facilitar decisões, ou então, gerar desgaste mental;

Seu ambiente não é apenas o lugar onde você vive, ele participa das suas escolhas e ações diariamente. Isso precisa ser, pelo menos, minimamente explorado de forma positiva.

O ambiente molda a ação

Quero que você faça um pequeno exercício de imaginação e desenhe essas duas cenas no seu imaginário:

Uma pessoa, que chamaremos de pessoa 1, tem o desejo e a boa vontade de ler mais, mas mantém livros escondidos em uma gaveta e passa o dia cercada por telas, notificações e distrações;

A outra pessoa, que seria a pessoa 2, tem a mesma boa vontade de ler mais, mas procura deixar seus livros visíveis, utilizando-os até como decoração do ambiente e possui um espaço confortável de leitura.

Quem você acredita que lerá mais?

Talvez a diferença não esteja na vontade, afinal, as duas têm ciência de que ler é algo positivo para elas e desejam isso.

Entretando, a estrutura montada para fazer isso acoontecer é bem diferente entre as duas pessoas.

Agora é importante entender que, talvez você nem queira ler mais e esse exemplo não se aplica para você. Mas entenda que o mesmo vale para alimentação, produtividade, descanso, estudos, exercícios, relações familiares e praticamente qualquer comportamento humano.

A forma como organizamos o ambiente influencia diretamente a forma como vivemos. E é exatamente aqui que se aplica o método que venho desenvolvendo:

O que é Arquitetura de Performance?

Muitas pessoas associam arquitetura apenas à estética. Pensam em fachadas bonitas, materiais sofisticados e tendências. Logicamente, tudo isso tem seu valor.

Porém, a arquitetura pode fazer algo muito maior. Ela pode criar ambientes capazes de impulsionar comportamentos:

Pode diminuir atritos;
Pode facilitar ações corretas;
Pode aproximar você da vida que deseja construir.

É isso que chamo de Arquitetura de Performance. A Performance está presente em toda e qualquer ação que você executa. Tudo é Performance, basta analisar se você está atuando em alta ou baixa performance.

Aqui existe um ponto que quero, inclusive, destacar e reforçar:

Performance não significa perfeição.

Performance não significa viver em alta intensidade o tempo inteiro.

Performance significa resultado.

Tudo possui uma performance: sua rotina, seu trabalho, seu descanso, seus relacionamentos, sua produtividade e sua qualidade de vida.

E se tudo possui uma performance, a pergunta é: Como podemos melhorar essa performance através dos ambientes?

Pequenas mudanças, grandes impactos

As pessoas costumam imaginar grandes transformações quando pensam em arquitetura. Reformas enormes. Investimentos altos. Mudanças radicais...

Mas, muitas vezes, pequenas alterações estratégicas produzem impactos gigantescos. E é aqui que está, inclusive, um grande valor da Arquitetura. Quanto menor for o investimento e maior o potencial de transformação, melhor está sendo a aplicação da Arquitetura.

A Arquitetura de Performance atua na realidade de cada indivíduo. Ela não é um obstáculos, é uma solução, que atua em diferentes elementos dos ambientes:

Iluminação;
Posicionamento de móveis;
Organização dos espaços;
Fluxos internos;
Setorização;
Estímulos visuais;
Integração, ou não, entre ambientes.

Tudo isso influencia comportamento humano. E comportamento repetido diariamente se transforma em resultado. Resultado se transforma em estilo de vida. E estilo de vida define quem nos tornamos.

Então, tudo indica que em vez de se questionar: "Como posso mudar minha vida?"

Seja mais eficaz questionar: "O meu ambiente está colaborando ou dificultando a vida que desejo construir?"

Sua melhor versão precisa de um ambiente compatível

Existe um potencial enorme dentro das pessoas. Mas potencial, sozinho, não constrói nada. Ele precisa de direção, de estímulo e de contexto.

Se você deseja evoluir em qualquer área da sua vida, vale observar algo que muitos ignoram:

Você não vive separado do ambiente.
Você vive através dele.

Por isso, acompanhar os conteúdos da Arquitetura de Performance é uma forma de descobrir como os ambientes podem deixar de ser apenas cenários e passar a atuar como ferramentas estratégicas para o seu desenvolvimento.

Se esse tema fez sentido para você, além de acompanhar nosso conteúdo, você pode se aprofundar ainda mais conhecendo nosso e-book com transformações práticas de ambientes e a minha consultoria online personalizada, onde analisamos estratégias específicas para transformar seu espaço em um ambiente alinhado aos resultados que você deseja construir.

Fazer bem feito é importante.
Mas criar um ambiente que te ajuda a fazer bem feito muda completamente o jogo.